Criando com ambigüidade, tenta chegar ao limite tênue entre o que seria pintura e o que seria fotografia em seus trabalhos. É surpreendente como consegue mostrar realidade e ficção caminhando juntas. É ele quem aparece em todas essas obras : Recria obras já conhecidas fazendo substituições de partes do seu corpo ou do próprio rosto nas originais. Além de se valer da apropriação, também é mestre da pintura, da maquiagem e da manipulação digital. Transita por todos esses meios e ficou conhecido pelo uso da história da arte para produzir seus auto-retratos, ao mesmo tempo em que desconstrói, subverte e presta homenagem aos artistas de que se apropria. O mundo todo pode ser Morimura. E Morimura pode ser o mundo todo.
Além da apropriação o dualismo é a característica vital de seus trabalhos: Tradicional e contemporâneo, Oriente e Ocidente, masculino e feminino... O eixo determinante de sua obra é a busca por uma identidade ligada a uma espécie de denúncia das imposições culturais do Ocidente sobre o Japão. Morimura aponta como suas maiores influências Marcel Duchamp e Andy Warhol (por que não estou surpresa!).
Arteiros, não sei quanto a vocês, mas o Van Gogh, pra mim, é tudo!!!
Quero compartilhar essas imagens com vcs arteiros. Esses artistas fazem parte do meu acervo de “indispensáveis”. Não reparem nos estilos diversos, mas como digo sempre, meu coração é grande.
Começo pelo italiano, Giovanni Boldini1842 - 1931.
Apesar de seus retratos de damas burguesas serem famosos, sãos as suas telas de nus femininos onde exercita sua paixão pelas diversas tonalidades escuras, fortes, negras que me encantam.
E o artista chinês que eu A-D-O-R-O chamado Zhang Haiying que nasceu em 1972 na cidade de Pequim. Esses trabalhos fazem parte de uma série baseada em imagens obtidas a partir da Internet de mulheres envolvidas na repressão do governo chinês sobre a prostituição e pornografia. Os temas sócio-políticos são comuns em suas obras, mas não são os únicos.
O trabalho da Mia Pearlman é emocionante, delicado, forte... Suas obras feitas a partir de recortes de papel são incríveis. O que chamou minha atenção foi, por um lado a extrema sensibilidade e delicadeza dos recortes e por outro um poder e uma força instigante principalmente nas suas “nuvens” e seus “tornados” imensos e vaporosos..
Não deixem de visitar o site, onde entre outros trabalhos- inclusive pinturas- encontramos imagens de céus e nuvens incríveis. http://miapearlman.com/
No meio de uma longa reclusão recebo um e-mail com a notícia de que nossa amiga Wal pôs em prática esta idéia antiga e para lá de relegada ao mundo das idéias: um blog coletivo. Eu, mesmo tendo perdido o pouco talento que um dia tive com as palavras no âmbito “bloguístico”, não podia deixar de participar.
Três meses de retiro forçado tem lá as suas vantagens, por menores que sejam. Uma delas é tempo de sobra. Por isso resolvi compartilhar aqui alguns links favoritos, aqueles que tomam grande parte deste meu feriadão eterno. Alguns andam por aqui desde 2004, 2005 e sempre merecem visita.
Esse é para pegar carona no post da Marta. Site do Museu Munch, um dos mais completos que já encontrei. Tempos atrás foi inaugurada uma exposição online com o Friso da Vida na seqüência, tudo acompanhado de texto em inglês. Vale a pena conferir o acervo de trabalhos gráficos (http://www.munch.museum.no/grafikk/english.asp) e ficar de olho no processo de registro do material escrito que promete estar disponível no site ainda este ano. São cartas, diários, postais... Tem tudo para estar ao lado do Cartas à Theo (http://emunch.no/index_eng.htm).
O Van Gogh Gallery foi um dos primeiros sites infinitos que encontrei. E ele tem tu-do. O mais bacana é que o acervo pode ser visto em ordem cronológica, agrupando as pinturas por período de produção (Paris, Arles, Saint-Rémi). Uma dica legal é ler as cartas vendo o que estava sendo produzido. Para quem lê bem inglês o site ainda tem toda a correspondência entre Theo e Vincent, além de outras variadas.
O Red Hot Jazz é um acervo que reúne em textos e arquivos de áudio a história do estilo no período pré-1930. É assustadora a quantidade de grupos catalogados e a raridade de alguns streamings. A dica pra driblar o excesso de informação da busca no catálogo completo é conferir as bandas das quais um artista específico fez parte. Em Louis Armstrong de cara encontramos a excelente Louis Armstrong and his Hot Five e buscando pelo histórico dos demais integrantes damos com a Sra Armstrong e sua Swing Orchestra. Na página principal, nada menos que a legendária King Oliver’s Creole Jazz Band. Tem também Django Reinhardt e o Quintette of the Hot Club of France, Fats Waller and his Rhythm, e até Jean Cocteau declamando ao som da orquestra Dan Parrish. Para ouvir é só baixar o Real Player e habilitá-lo como player preferencial.
Finalmente me inspirei para escrever alguma coisa, e será sobre Arte Digital. Eu sei que o assunto: "Arte digital" é arte ou não? já está meio batido, mas aqui eu quero apenas expor alguns trabalhos digitais que eu acho interessantes e bonitos (eu sei que o Belo "morreu", mas ainda assim a gente gosta dele).
Erik Johansson
O sueco Erik Johansson decidiu tornar imagens do cotidiano em grandiosas obras de arte: Ele as tira as fotos, distorce as imagens, modifica a paisagem e transforma-as completamente! O resultado final é impressionante! Segundo o artista, qualquer lugar é capaz de inspirá-lo. Basta observar os momentos do dia a dia! Erik Johansson diz que os trabalhos realizados requerem muita observação e planejamento. A etapa que o toma mais tempo é a escolha do local para a captura das fotos. (Fonte:http://searchtechfun.wordpress.com/2009/11/26/manipulacao-de-fotos-obras-de-arte/)
Os trabalhos do Johansson são muito bonitos e, a meu ver, alguns possuem um caráter de arte site-specific.
Karol Kolodzinski
Craig Shields
Justin Maller
Este trabalho não tem um quê de PopArt?
Cristiano Siqueira
David Waters
Coloquei este trabalho por ele parecer com uma colagem e remeter às nossas discussões de Estética.