Obras da artista belga Berlinde De Bruyckere

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Gatos(IV)


À noite
Todos os gatos
São artistas.

Equilibristas
Pisam o ar ao invés
De muros e telhados.

Dançarinos
Dão seus pulos secretos
Ao ritmo do silêncio.

Músicos
Compõem óperas rascantes
Indiferentes ao gosto do público.

Poetas
Declamam a intimidade sedutora
Com olhares e ronronares.

E se fustigados
Possuem sete vidas plenas
Pois o show não pode parar.

Do meu amigo deste blog.
Foto de Marta Egrejas.

sábado, 5 de junho de 2010

links favoritos para o fim de semana

No meio de uma longa reclusão recebo um e-mail com a notícia de que nossa amiga Wal pôs em prática esta idéia antiga e para lá de relegada ao mundo das idéias: um blog coletivo. Eu, mesmo tendo perdido o pouco talento que um dia tive com as palavras no âmbito “bloguístico”, não podia deixar de participar.

Três meses de retiro forçado tem lá as suas vantagens, por menores que sejam. Uma delas é tempo de sobra. Por isso resolvi compartilhar aqui alguns links favoritos, aqueles que tomam grande parte deste meu feriadão eterno. Alguns andam por aqui desde 2004, 2005 e sempre merecem visita.


Museu Munch

Esse é para pegar carona no post da Marta. Site do Museu Munch, um dos mais completos que já encontrei. Tempos atrás foi inaugurada uma exposição online com o Friso da Vida na seqüência, tudo acompanhado de texto em inglês. Vale a pena conferir o acervo de trabalhos gráficos (http://www.munch.museum.no/grafikk/english.asp) e ficar de olho no processo de registro do material escrito que promete estar disponível no site ainda este ano. São cartas, diários, postais... Tem tudo para estar ao lado do Cartas à Theo (http://emunch.no/index_eng.htm).






Van Gogh Gallery

O Van Gogh Gallery foi um dos primeiros sites infinitos que encontrei. E ele tem tu-do. O mais bacana é que o acervo pode ser visto em ordem cronológica, agrupando as pinturas por período de produção (Paris, Arles, Saint-Rémi). Uma dica legal é ler as cartas vendo o que estava sendo produzido. Para quem lê bem inglês o site ainda tem toda a correspondência entre Theo e Vincent, além de outras variadas.


Red Hot Jazz

O Red Hot Jazz é um acervo que reúne em textos e arquivos de áudio a história do estilo no período pré-1930. É assustadora a quantidade de grupos catalogados e a raridade de alguns streamings. A dica pra driblar o excesso de informação da busca no catálogo completo é conferir as bandas das quais um artista específico fez parte. Em Louis Armstrong de cara encontramos a excelente Louis Armstrong and his Hot Five e buscando pelo histórico dos demais integrantes damos com a Sra Armstrong e sua Swing Orchestra. Na página principal, nada menos que a legendária King Oliver’s Creole Jazz Band. Tem também Django Reinhardt e o Quintette of the Hot Club of France, Fats Waller and his Rhythm, e até Jean Cocteau declamando ao som da orquestra Dan Parrish. Para ouvir é só baixar o Real Player e habilitá-lo como player preferencial.



Bom feriado!


Postado por Lais Melo.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Peter Root

Achei os trabalhos deste rapaz interessantes..........copiei o post de um site muito legal: http://obviousmag.org/





Postado por Bruno Abreu

sábado, 22 de maio de 2010

Arte Digital

Finalmente me inspirei para escrever alguma coisa, e será sobre Arte Digital. Eu sei que o assunto: "Arte digital" é arte ou não? já está meio batido, mas aqui eu quero apenas expor alguns trabalhos digitais que eu acho interessantes e bonitos (eu sei que o Belo "morreu", mas ainda assim a gente gosta dele).


Erik Johansson

O sueco Erik Johansson decidiu tornar imagens do cotidiano em grandiosas obras de arte: Ele as tira as fotos, distorce as imagens, modifica a paisagem e transforma-as completamente! O resultado final é impressionante! Segundo o artista, qualquer lugar é capaz de inspirá-lo. Basta observar os momentos do dia a dia! Erik Johansson diz que os trabalhos realizados requerem muita observação e planejamento. A etapa que o toma mais tempo é a escolha do local para a captura das fotos. (Fonte:http://searchtechfun.wordpress.com/2009/11/26/manipulacao-de-fotos-obras-de-arte/)





Os trabalhos do Johansson são muito bonitos e, a meu ver, alguns possuem um caráter de arte site-specific.


Karol Kolodzinski


Craig Shields



Justin Maller

Este trabalho não tem um quê de PopArt?



Cristiano Siqueira


David Waters

Coloquei este trabalho por ele parecer com uma colagem e remeter às nossas discussões de Estética.


Vejam mais trabalhos nos links:


http://www.alltelleringet.com/

http://psd.tutsplus.com/articles/inspiration/48-mind-blowing-examples-of-photo-manipulation-art/


Postado por Maxini Matos

terça-feira, 18 de maio de 2010

Na trilha do oriente



Uma das coisas sobre as quais ainda pretendo me debruçar em estudo é a arte do oriente. Às vezes lamento a distância cultural que nos separa, e que se apresenta como um problema para a devida apreensão de tudo o que advém desse outro universo, mas, na maior parte do tempo, é exatamente essa distância cultural que me instiga.

Sei que a arte daquele lado do mundo não caminhou como no lado ocidental, e por isso mesmo creio que o primeiro grande desafio para tentar compreender a história da arte do oriente reside na necessidade de desconstruir o nosso olhar ocidental. No entanto, ainda não consigo me desvencilhar de minhas referências e, inevitavelmente, quando penso nas possíveis manivelas que terão movido a arte naquele lado do mundo…

Realidade? Filosofia? Uma tradição metafísica? O absurdo? Tudo isso ou nada disso? Em algum momento a arte da China, da Índia ou do Japão se converteu num instrumento de rebeldia contra a sua própria história?

Enquanto ainda não consigo responder a essas perguntas, vou apreciando a arte (sem dúvida, globalizada, influenciada pela outra metade do planeta) que nasce por lá agora. Eis, então, Yang Shaobin.

Tomei conhecimento sobre esse artista quando visitei o MASP no início de novembro do ano passado por ocasião da exposição de A. Rodin. Depois de me deliciar com as obras desse importante ícone ocidental, fui atravessada pela contundência da obra do chinês.

Sua primeira exposição no Brasil contou com 50 pinturas sobre tela e desenhos sobre papel produzidos entre 1996 e 2009. Várias das telas ali reunidas foram produzidas segundo aquele realismo que tem o poder de se confundir com fotografia (e que eu adoro!), como vocês podem observar na primeira imagem. Mas havia algo além, e muito inquietante, em algumas “fotopinturas” que nem sempre pretendiam retratar uma imagem precisa, de absoluta nitidez. Em vez disso, flertavam com uma espécie de subversão da "verdade fotográfica", com a distorção do foco (outra investida da pintura no espaço fotográfico?).

Mas creio que a perturbação que a obra de Yang Shaobin provoca está também muito associada à sua temática. Esse chinês passa uma clara impressão de que não usa de meias palavras para expressar o que o incomoda, e toca, literalmente, em feridas: de questões políticas à violência social ou ecológica crua. Ele abusa do grotesco de modo eficaz. A ala vermelha na exposição era simplesmente chocante.

Como infelizmente não consegui encontrar um site exclusivo dele (talvez se eu escrevesse chinês?), deixo o link da exposição no MASP e a dica de que é possível encontrar várias imagens de seus trabalhos na web. Devo advertir, entretanto, que tirem as crianças da sala.

www.masp.art.br/masp2010/exposicoes_integra.php?id=38&periodo_menu=2009




Postado por Erica R. Tulip.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Superflat




O superflat é um movimento estético pós-moderno que surgiu dentro das artes plásticas e que encontrou eco nos mangás e nas animações. Tal movimento reprocessa elementos da cultura otaku e os devolve de forma crítica. O termo teria sido criado pelo artista japonês Takashi Murakami inicialmente para caracterizar sua própria arte, sendo estendido depois para outros artistas e passou a abarcar a área de animação também.


Infantilização, submissão sexual feminina, o caráter kawaii ("bonitinho"), o fetichismo, demonstrados de forma cruel, quase grotesca, marcam a estética superflat. Nesse movimento, essas características são usadas para criticar elas mesmas e nesse processo acabam se diluindo no meio que criticam.


Para entender melhor como se dá esse movimento, é preciso uma breve descrição da cultura otaku. Essa cultura está normalmente associada à tradição japonesa pré-moderna, mas a realidade é mais complicada. De fato, a cultura otaku não poderia existir sem a influência norte-americana, com toda a tecnologia e consumismo pós-guerra.


Por fim, o superflat expõe um Japão reconstruído no pós-guerra com uma estrutura frágil, onde as novas tecnologias e o aumento do consumismo "achataram" as relações entre o real e o virtual.


Esse movimento já ocorre em outros países, inclusive nos Estados Unidos, porém com um maior índice de rejeição.
Imagens: Takashi Murakami
Vídeo com estética superflat:
http://www.youtube.com/watch?v=-anabfAg06U&feature=player_embedded


Postado por Daniel Sobral

Diálogos na tela.




A Mostra “DIÁLOGOS NA TELA” irá traçar uma breve história da representação na arte ocidental estabelecendo diálogos com o cinema.

As principais questões formais, históricas e estéticas das artes, do despertar da criatividade humana até o século XX, serão abordadas a partir da exibição em DVD de 16 filmes complementados por palestras com renomados teóricos e críticos de arte e de cinema. A mostra começou no dia 20 de março, e termina no dia 17 de julho.

Abaixo segue a programação dos próximos encontros, a partir do próximo sábado dia 22 de Maio:

- Ligações Perigosas, de Stephen Frears - 22/05/2010

- As sombras de Goya, de Milos Forman - 29/05/2010

- Sonhos, de Akira Kurosawa - 5/06/2010

- Amores de Picasso, de James Ivory - 12/06/2010

- Blow Up, de Michelangelo Antonioni - 19/06/2010

- Basquiat, de Julian Schnabel - 26/06/2010

- A Pele, de Steven Shainberg - 3/07/2010

- Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, e HO, de Ivan Cardoso - 10/07/2010

- Verdades e mentiras (F for Fake), de Orson Welles - 17/07/2010

Caixa Cultural RJ. Sábados, das 10h às 14h.
Av. Almirante Barroso, 25, Centro. Cinema 2. (2º andar)
(Saída do metrô Carioca)


Postado por Walmira.