Obras da artista belga Berlinde De Bruyckere

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pictoriografia




Como é do conhecimento de alguns, eu tenho um certo fascínio por fotopinturas. Essa viagem que a pintura faz pelo território do real simplesmente me seduz. Na verdade, sou particularmente seduzida por todas as formas artísticas que tem grande habilidade na sua composição. Sei que depois que Marcel Duchamp desdenhou da artesania com seus ready mades, o labor artístico ficou meio fora de moda, mas a arte conceitual e a apropriação que me desculpem, pois não consigo evitar: adoro a arte que você bate o olho e percebe empenho, técnica e destreza do artista, enfim, aquilo que antigamente os tornavam mestres.

Foi pensando nessa relação da pintura com o real que me inspirei para fazer o trabalho final da disciplina Fotografia, pois foi justamente o advento da fotografia que abalou essa relação, causando o que talvez seja a primeira baixa na arte na sua era apocalíptica, quando tudo já morreu ou tá no fim - para o pintor realista Paul Delaroche, pelo menos, "a pintura morreu" com o nascimento da fotografia.

Dramas delarochianos à parte, sabemos que a pintura não morreu, mas que passou por uma espécie de reinvenção e, depois disso, assuntos como figuração e realismo se tornaram meramente facultativos, na mesma medida em que a representação se fortalecia como uma atribuição da fotografia. Mas embora a pintura tenha se desobrigado da representação do real, ainda hoje, ou novamente hoje, alguns artistas, entre eles, por exemplo, o iraniano Iman Maleki e o alemão Gerhard Richter, fazem pinturas que parecem querer desafiar a "verdade fotográfica" digital dos nossos dias. É como se a pintura estivesse querendo "dar o troco" à fotografia por ter-lhe destituído da representação.

Enfim, o que me propus com esse trabalho foi buscar um caminho inverso ao das fotopinturas e fazer pintura abstrata com imagem fotográfica recorrendo a questões formais da pintura, como privilegiar o expressionismo pela cor e o traço do pincel. Ao resultado dessa experimentação dei o nome de pictoriografia.









Postado por Erica Tulip.

domingo, 11 de julho de 2010

Yasumasa Morimura







Nascido em Osaka, Japão.
Criando com ambigüidade, tenta chegar ao limite tênue entre o que seria pintura e o que seria fotografia em seus trabalhos. É surpreendente como consegue mostrar realidade e ficção caminhando juntas. É ele quem aparece em todas essas obras : Recria obras já conhecidas fazendo substituições de partes do seu corpo ou do próprio rosto nas originais.
Além de se valer da apropriação, também é mestre da pintura, da maquiagem e da manipulação digital. Transita por todos esses meios e ficou conhecido pelo uso da história da arte para produzir seus auto-retratos, ao mesmo tempo em que desconstrói, subverte e presta homenagem aos artistas de que se apropria. O mundo todo pode ser Morimura. E Morimura pode ser o mundo todo.

Além da apropriação o dualismo é a característica vital de seus trabalhos: Tradicional e contemporâneo, Oriente e Ocidente, masculino e feminino... O eixo determinante de sua obra é a busca por uma identidade ligada a uma espécie de denúncia das imposições culturais do Ocidente sobre o Japão.
Morimura aponta como suas maiores influências Marcel Duchamp e Andy Warhol (por que não estou surpresa!).

Arteiros, não sei quanto a vocês, mas o Van Gogh, pra mim, é tudo!!!
Postado por Walmira.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Salada mista.

Quero compartilhar essas imagens com vcs arteiros. Esses artistas fazem parte do meu acervo de “indispensáveis”. Não reparem nos estilos diversos, mas como digo sempre, meu coração é grande.
Começo pelo italiano, Giovanni Boldini 1842 - 1931.
Apesar de seus retratos de damas burguesas serem famosos, sãos as suas telas de nus femininos onde exercita sua paixão pelas diversas tonalidades escuras, fortes, negras que me encantam.












E o artista chinês que eu A-D-O-R-O chamado Zhang Haiying que nasceu em 1972 na cidade de Pequim. Esses trabalhos fazem parte de uma série baseada em imagens obtidas a partir da Internet de mulheres envolvidas na repressão do governo chinês sobre a prostituição e pornografia. Os temas sócio-políticos são comuns em suas obras, mas não são os únicos.














Postado por Walmira.


domingo, 4 de julho de 2010

Mia Pearlman

O trabalho da Mia Pearlman é emocionante, delicado, forte... Suas obras feitas a partir de recortes de papel são incríveis. O que chamou minha atenção foi, por um lado a extrema sensibilidade e delicadeza dos recortes e por outro um poder e uma força instigante principalmente nas suas “nuvens” e seus “tornados” imensos e vaporosos..

Não deixem de visitar o site, onde entre outros trabalhos- inclusive pinturas- encontramos imagens de céus e nuvens incríveis. http://miapearlman.com/

Postado por Walmira.















quarta-feira, 16 de junho de 2010

Gatos(IV)


À noite
Todos os gatos
São artistas.

Equilibristas
Pisam o ar ao invés
De muros e telhados.

Dançarinos
Dão seus pulos secretos
Ao ritmo do silêncio.

Músicos
Compõem óperas rascantes
Indiferentes ao gosto do público.

Poetas
Declamam a intimidade sedutora
Com olhares e ronronares.

E se fustigados
Possuem sete vidas plenas
Pois o show não pode parar.

Do meu amigo deste blog.
Foto de Marta Egrejas.

sábado, 5 de junho de 2010

links favoritos para o fim de semana

No meio de uma longa reclusão recebo um e-mail com a notícia de que nossa amiga Wal pôs em prática esta idéia antiga e para lá de relegada ao mundo das idéias: um blog coletivo. Eu, mesmo tendo perdido o pouco talento que um dia tive com as palavras no âmbito “bloguístico”, não podia deixar de participar.

Três meses de retiro forçado tem lá as suas vantagens, por menores que sejam. Uma delas é tempo de sobra. Por isso resolvi compartilhar aqui alguns links favoritos, aqueles que tomam grande parte deste meu feriadão eterno. Alguns andam por aqui desde 2004, 2005 e sempre merecem visita.


Museu Munch

Esse é para pegar carona no post da Marta. Site do Museu Munch, um dos mais completos que já encontrei. Tempos atrás foi inaugurada uma exposição online com o Friso da Vida na seqüência, tudo acompanhado de texto em inglês. Vale a pena conferir o acervo de trabalhos gráficos (http://www.munch.museum.no/grafikk/english.asp) e ficar de olho no processo de registro do material escrito que promete estar disponível no site ainda este ano. São cartas, diários, postais... Tem tudo para estar ao lado do Cartas à Theo (http://emunch.no/index_eng.htm).






Van Gogh Gallery

O Van Gogh Gallery foi um dos primeiros sites infinitos que encontrei. E ele tem tu-do. O mais bacana é que o acervo pode ser visto em ordem cronológica, agrupando as pinturas por período de produção (Paris, Arles, Saint-Rémi). Uma dica legal é ler as cartas vendo o que estava sendo produzido. Para quem lê bem inglês o site ainda tem toda a correspondência entre Theo e Vincent, além de outras variadas.


Red Hot Jazz

O Red Hot Jazz é um acervo que reúne em textos e arquivos de áudio a história do estilo no período pré-1930. É assustadora a quantidade de grupos catalogados e a raridade de alguns streamings. A dica pra driblar o excesso de informação da busca no catálogo completo é conferir as bandas das quais um artista específico fez parte. Em Louis Armstrong de cara encontramos a excelente Louis Armstrong and his Hot Five e buscando pelo histórico dos demais integrantes damos com a Sra Armstrong e sua Swing Orchestra. Na página principal, nada menos que a legendária King Oliver’s Creole Jazz Band. Tem também Django Reinhardt e o Quintette of the Hot Club of France, Fats Waller and his Rhythm, e até Jean Cocteau declamando ao som da orquestra Dan Parrish. Para ouvir é só baixar o Real Player e habilitá-lo como player preferencial.



Bom feriado!


Postado por Lais Melo.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Peter Root

Achei os trabalhos deste rapaz interessantes..........copiei o post de um site muito legal: http://obviousmag.org/





Postado por Bruno Abreu